É aquela paz que eu ainda não tenho, sabe?
É, aquela mesma.
É um pedacinho do peito ainda não preenchido, é a falta das borboletas voando no estômago.
Seria o amor uma escravidão?
Seria um sentimento mais do que compulsivo, que nos cega e só nos faz pensar nele e precisar dele mais do que qualquer outra droga.
Sim, eu sei, eu sei.
Foi aquele cavalo encilhado q eu deixei passar e q agora vaga pelos campos do meu pensamento.
Mas talvez, quem sabe..
Não, quem sabe nada, é esse teipo de pensamento que se precisa afastar.
Se não deu antes, por quê daria agora?
Claro q não daria.
Pelo que provei do amor, ele me provou ser cruel com quem brinca com ele, e como!
Ladino safado.
Eu nem gosto de ti mesmo, to aqui, de boa, escrevendo sobre ti e ouvindo 'Dreams' do Cranberries, revivendo a nostalgia de uma época em que você e eu ainda não tínhamos uma relação muito próxima, só aquele amor de pai e mãe que você me ensinava a dar valor.
Sei lá, você é complicado, amor.
Não estou bem certa se te quero aqui no meu peito.
Não, não sei mesmo.
Não tenho planos pra você no momento, mas você é tal como uma festa surpresa. Nos pega naqueles dias mais deprê, onde as coisas parecem não poderem piorar ainda mais, mas...de certo modo, pioram.
Você estende a mão e nos apresenta novas possibilidades, e pinta os passarinhos de verde...
Tá, você é bonitinho.
Mas ainda não me apresentou 'AQUELE ALGUÉM', aquele mesmo, que vai fazer os passarinhos ficarem com a cor da esperança.
Bom, eu espero. É o que eu faço de melhor.
Se quiser me pintar de verde e deixar eu ser o passarinho de alguém, melhor ainda.
Aguardo notícias suas, amor.
