Que não passo por aqui. Que não lembro das tristezas, que não sofro com o passado.
Há tempos penso em renovar esse meu eu contido, que observa e pensa demais.
Há tempos que eu merecia essas festas, esses micos, esses abraços e beijos e todas as risadas.
Há tempos que deixei de me preocupar se eu gosto mais do verde e do azul.
E há ainda mais tempo deixei de pensar na avaliação do que eu gosto.
Há muito tempo que eu precisava da vitalidade. De abrir os braços livre, sem dá-los de encontro à pedras ou muros ao redor.
Há tempos que desisti de escalar esses muros. Basta contorná-los.
Há tempos, muito tempo, que eu queria sair depois da meia- noite, me perder num bar qualquer, beber até cair e fumar o quanto eu quiser.
De ditar palavras vãs e frases clichê pra quem interessado possa estar,
há tempos eu queria pensar assim, e não ter no que pensar.
Ter a consciência limpa e deixar a mente vagar.
E mais que tudo, divagar, devagar.
Me permitir mais.
Há tempos penso em colorir os dias cinzas com meu arco-íris (um dia eu mostro eles pra vcs).
Sentir que um pouco de cor pode trazer um pouco de calor e menos rancor em dias ruins.
Há tempos que sonho em deitar num campo extenso, cercada das páginas amareladas e das frases dos meus autores preferidos.
Pois só eles me levam daqui.
Minto.
Eles não são os únicos a me levar.
Existe um mundo em que eu entro quando estou serena, quando eu fecho os meus olhos e eles me levam.
Com todo aquele ar, todo aquele sol, aquela sensação que me deixa estagnada.
E a única coisa que eu quero e tenho forças é pra desejar que não acabe.
O som me transporta.
M.
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