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sábado, 21 de maio de 2011

Já não leio mais, não vejo televisão, não vejo os jornais, não sei o que é moda, não sei que música toca no rádio. Já não ouço mais o rádio. Já não vejo mais nada.
Só vejo o que eu quero ver, quando eu quero ver.
E eu nunca quero ver nada, ouvir nada, nem nada disso.
Essas longas conversas me desgastam, quero é ficar assim, no silêncio, ouvindo minhas músicas quando dá vontade, tomando um café com cachaça pra espantar o frio, sem precisar de companhia.
Depois que me conheci virei minha melhor companhia.
E os livros, ah, os livros...
Que tanto me levavam pra outra órbita, me alegravam, ensinavam, hoje não mais se encaixam em meu curto espaço de tempo.
Toda essa ativa socialização de hoje em dia, cominada com o trabalho e as aulas, não me dá tempo de fazer as coisas pequenas que realmente me importam.
Estou naturalmente sendo levada pra outro lado, me dando mais valor, desistindo de ideias sem sentido, descansando o máximo que possível, e pondo tudo em ordem na cabeça.
É isso que me fazia tanta falta, esse tempo comigo.
Estando sempre tão disponível aos outros acabava sempre indisponível pra mim mesma, logo agora, que aprendi a apreciar a minha companhia sem lamentações.
Quem se acha 100% correto ao dizer que só há vida em companhia?
Não, sou prova viva disso.
Não existe ngm com quem eu queira estar senão comigo mesma.
Não existe a necessidade de se viver em função de alguém, não existe companhia mais agradável do que eu mesma e o meu juízo.
Estar com o corpo num lugar e a mente vagando noutro, é o que sempre me acontece, ultimamente quem me tem por perto tem só o físico, pq o mental anda longe...
Ando num mundo só meu, continuando como antes, apenas reduzindo, e me fazendo feliz.
Há pouco tempo li um texto fascinante sobre a realização pessoal das pessoas sozinhas, em especial as mulheres.
Não há nada que me alegre mais do que uma sexta sem nada pra fazer, a não ser me sentar na cama, ler, ou ouvir uma música, brincar com meus cachorros, dormir cedo, e estar 100% no sábado.
Sou uma pequena parte da porcentagem que se satisfaz sozinha, andando conforme os trilhos, sem ficar me preocupando se vai ou não vai ter alguém dividindo o sofá ou a cama comigo.
As características humanas são natas.
A essência de cada um, é aquela que nasceu consigo. Nossas características internas não mudam, os alicerces da personalidade permanecem os mesmos, apenas os moldamos de acordo com o meio em que vivemos, e as pessoas com quem convivemos.
Mas está tudo lá dentro, e jamais mudará.
A miinha independência nasceu comigo, e mesmo o gosto pela solidão.
E pra mim está bom, não deixo passar as oportunidades, apenas estou aprendendo a escolhê-las adequadamente, pra que no futuro eu não pense agora e me sinta infeliz com o que passou e eu não fiz nem aproveitei.
Aproveito tudo agora, e sei que não estou de fato, sozinha. Sei que tenho todos ao meu redor que estão comigo, e isso me basta.
Esse recolhimento me faz bem, não evitar nada, apenas comedir, pesar os atos, e no fim acabo me sentindo bem de não estar me estragando como fazia, apenas aproveitando e agindo sensatamente, como creio estar fazendo.
Hoje é sexta, estou aqui, e estou bem.
É o que me importa de verdade.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Astrobologia

Acho besteira esse lance de horóscopo e astrologia.
Mas, tive um certo embasbacamento lendo isso:


O arcano zero do Tarot, chamado “O Louco”, é ao mesmo tempo final e início de uma viagem. Pressagia que uma etapa de sua vida se encerrou, dando imediatamente lugar a uma outra muito mais criativa, insólita e cheia de possibilidades, Mariana. Neste momento, você sai da posição de sacrossanta segurança e se atira rumo às mil possibilidades do desconhecido. Ao mesmo tempo em que isso fascina, também apavora, pois na maioria das vezes a nossa alma busca e está acostumada à estabilidade. O Louco, todavia, retrata este impulso que provoca o atirar-se na direção de horizontes novos. Trata-se de uma figura ambivalente: ao mesmo tempo em que você se fascinará com os imprevistos que acontecerão, ficará irritado com a sensação de certa “falta de controle sobre as coisas”. De todo modo, a idéia fundamental por detrás desta carta é a de aprender a voar para muito além daquilo que até mesmo você havia inicialmente imaginado! Surpresa é uma palavra chave para este momento.




E não é que o danado acertou?
é isso.
é voar mais longe do que até eu mesma havia imaginado.