Me sinto mais do que na obrigação, no direito de dizer o que vem a seguir.
De maneira nenhuma, se sinta no direito de destratar alguém. E o destrato não vem apenas pelas palavras, o pior de todos é o desdém provocado por aqueles que em algum momento acham que estão, talvez, se protegendo, evitando situações, ou simplesmente dando uma de superior.
É a pior coisa, e não traz sentimentos muito saudáveis, nem pra quem pratica a ação, ou quem sofre. E às vezes esse sofre acaba se tornando literal.
O que lhes faz pensar que podem de um jeito tão, infantil, ignorar alguém que possui uma consciência completamente tranquila de seus atos e que quando lhe procura, o faz com o único intuito de tentar lhe ouvir e saber o que se passa aí dentro de você?
Não digo que de vez em quando o tal do desdém não seja necessário. Claro que não, sem hipocrisia aqui. Mas, quando alguém que você conheceu lhe manda as respostas de algumas perguntas, e espera as respostas de algumas outras, o mínimo que se poderia fazer, seria responder a pobre criatura.
Criatura essa que lhe fez algum bem, ainda que momentaneamente, porque só nutrimos qualquer sentimento que seja por alguém que conhecemos.
A indiferença não é o mais belo dos exemplos sentimentais, sendo usada em momentos inoportunos reunidos por mesquinharia e normalmente, insensatez.
Pobre da indiferença, por mais que ela queira, sempre será usada contra alguém que por ela nutre algum sentimento, mesmo que dos piores.
E lá no fim, quando aquele que ignora percebe os feitos que cometeu e tenta voltar pedindo sua chance, não é nem a indiferença que responde à ele, e sim o silêncio.
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