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quinta-feira, 3 de março de 2011

Tears. Um brinde.

Quem é aquela que escrevia nos primeiros posts em 2007?
Não pode ser eu. Não é possível.
Cadê aquela cabeça que se julgava madura à época, aquela adolescente quase bobinha (quase devido a falta de amores colegiais) que achava que nada ia dar a volta numa dessas que a vida dá?
Pois é.
Não sei pra onde ela foi.
E ela mandou dizer que não volta.
E que eu aqui vou ficar no lugar.
Ela disse que era pra eu começar 2011 sendo quem ela queria, mas não podia e tinha medo.
Ela era gente boa, mas, era definida no dicionário como: 'introspectiva', e aí ela era bicho do mato e deprê mesmo.
Queria morrer, tomava cartelas inteiras de medicamentos fortes, bebia doses absurdas de álcool por cima, ela queria sair da consciência, porque doía, sabe...
Ela ficou uns 7 anos nessa, mas, ela n tinha muito o que fazer na época a não ser fortalecer a couraça;
e foi o que fez.
E, francamente, eu gostava dela até, embora ela visse o contrário, eu vinha todas as noites nos seus sonhos, tentar trazer ela pra minha turma, mas, ainda não era a hora dela, ela não tava preparada;
e por conta disso subestistia. Ela se arrastava e perpetuava a dor no peito. Que era a única dor que ninguém via ou pensava existir.
Socialmente, ela era alegre, mas, por socialmente entende-se universidade, ela ainda n tinha coragem de conseguir um emprego, isso a faria sair às ruas todo dia...
Mas, ela acordou um dia, e num ímpeto de liberdade ligou o modo ' i don't care' na mente, e...fez.
Fez o q precisava, pois foi quando se livrou do medo.


Hoje, muito, muito de vez em quando, ela fala só comigo, sabe como é, tenho um pouco mais de intimidade, coisa e tal...
Mas é rápido, logo vem um amigo e me distrai e como ela é tímida, foge rápido.

Hoje, eu assumi.
E sou assim.
Com ânimo novo, com vitalidade, frescor nas ventas, sem medo, alegre, sensata, e embora junkie, consciente.
Demosntrando meus afetos e sentimentos sem pudor algum, não tendo tempo pra adiar a vida,


muito prazer.
Fique aqui comigo, e nos vacilos, segure minha mão.
Preciso de você.

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