Status: Enxaqueca.
Há séculos q a danada não me visitava, então nem posso reclamar.
Em que confusão que tu te encontra guriazinha...Mas o que é isso? Acaso pensas que tá na Disney e que é só alegria?
Parece que eu falo sempre da mesma coisa, apesar de que minha cabeça seja uma enorme variável, e tudo mude muito rapidamente, menos a baguncinha que é a minha vida.
É um corre-corre dos infernos, todo o tempo, do despertar ao adormecer.
O tempo todo.
Isso anda me cansando, sempre disponível a todos, quebrando os galhos, sempre sempre ali presente.
Começo a sentir falta daqueles meus súbitos desaparecimentos pra balanço interior. Da falta do que fazer, do prazer que o ócio dá...
Ando esquecendo muito de mim, como sempre.
Preciso ir em 500 médicos, preciso dar banho nos cães, preciso fazer auto-escola, preciso arrumar o quarto, ler as questões de dir ambiental, os textos de administrativo, ler a respeito de empresarial, ler meus livrinhos água com açúcar da Marian Keyes, ver meus fiilminhos maais água com açúcar ainda, comprar mais uns cd's, comprar livros, encontrar forças e espaço pra voltar com o piano, tem tudo isso e fora o que eu nem lembrei.
Mas eu sei que no fundo é isso que me ampara e deixa de pé, antes era a vidinha vazia demais que fazia o estrago na cabeça, agora, é a falta de tempo.
Nunca parecemos satisfeitos, nunquinha.
Parece que a grama ao lado é sempre a mais verde, e o gato do vizinho sempre mais gordo.
As coisas parecem sem sabor, e o palpável inútil.
Até que se perde o que se achava pouco e a proporção inverte de tal forma de atordoa.
Talvez eu não queira perder isso, quero só me organizar.
Essa correria toda que dá o gás, e me faz útil.
Me faz a Mariana, a Nana, a M., a Lena, a Madalena, o Amor, e todo o resto.
Eu sou muitas mas não sou nenhuma.
Sou tantas que não caibo em mim.
Sou a metamorfose.
E que diminua o ritmo somente, pra eu não querer sumir.
Quero estar por aí pra quando me chamarem, e eu poder correr.
E dizer as minhas besteiras, criar as minhas mais mirabolantes metáforas, e tirar lá do fundo conforto pra quem eu amo.
Eu e a madre Teresa.eheuiheuihuie
Eu quero tudo e quero tanto que nem sei o que eu quero.
Será que eu quero?
Será que sou querida?
Será?
A minha eterna pergunta.
Eu quero um tempo da correria, e menos pulos pro meu coração.
Sem surpresas matinais, caronas e telefonemas.
Sem tanta disponibilidade, sem ver tanto, sem cultivar isso, só manter, ou afastar um pouco, de maneira saudável.
Tava ótima até agora, por favor, sem mais fantasmas, me deixe assim e não estrague o que cultivou e deixou assim, numa brisa.
Deixe estar, let it be.
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