Não propriamente um Best Seller.
Nem mesmo Best,
mas, um segredo.
Se chega num ponto em que é preciso largar mão da inconsequência e se permitir.
Se abrir pro mundo das sensações, fechar os olhos e enxergar bolinhas verdes, viajar, dentro e fora dos limites, planar a mente, extravazar, fazer e ser, não adiar.
Mas, o segredo é a dosagem.
A vida se resume a medir cada sensação e gesto externado, cada sorriso a cada palavra. A cada tudo, em tudo.
É o fazer sem pensar que nos estimula, que dá o tesão, mas é o que também nos quebra a cara.
Que delícia jogar tudo pro alto e nem pensar, fazer.
Tipo o dia em que estava trabalhando, peguei o ônibus com a Anajara, e fomos fazer uma big indiada pra Porto Alegre, vários ônibus, informações, trem, informações, seguir o fluxo, outro ônibus, pra chegar no opinião.
Os namorados tinham dito: Não, não vão.
E nós internamente dissemos: Sim, nós vamos. De qualquer jeito, não é uma negociação, e fomos.
Foi o impulso, não sabíamos que caminho tomar, tava meio esquematizado já, mas todos sabem que a teoria é uma porcaria, e que a prática está aí pra isso.
Não nos arrependemos. Nem um pouco,
as pessoas entediadíssimas no trensurb, mas, pra nós era festa, garotas do interior.
É aí que eu me refiro, se permitir, se jogar, fazer.
Claro, que mamãe não soube do meu paradeiro, não fui pra faculdade, mas, por ela, era lá q eu estava,
ah, mas e daí?
A vida é agora.
É o que acontece enquanto se faz planos, Lennon nos disse.
Não tenho planos, acordo com um dia inesperado após o outro, é o que eu gosto. A rotina machuca, delimita, é uma redoma.
O bom mesmo é sair sem saber de nada, o que fazer, quem encontrar, e sempre, sempre rola coisa boa.
Quando eu entrei no status 'de boa' e deixei ligado, foi o que houve pra mim, só coisa boa, em todos os sentidos. Todos.
É porque agora me liguei e criei cabeça nesse lance de dosagem.
Nada demais, fora os habituais excessos, mas, só os que prejudicam a mim mesma.
Não exceder a vontade de falar sem pensar, não magoar, nem nada disso.
Ah, é uma sensação boa, sabe?
De estar de boa, com todos, não ter um pinguinho de ódio no coração, ser tipo hippie (com banhos) no bom estilo peace & love e que os outros vão arrumar o que fazer, nos deixem, nos deixem. É esse despertar das coisas novas que me faz dosar. É o não amar demais, não apegar demais, viver ali na medida, dando espaço, procurando quando dá vontade, tomar o meu amado chá de sumiço, que tanto me caracteriza, e saber que mesmo assim tá tudo bem, que vão entender.
É saber escolher quem está ao redor, e ter certeza que eles vão entender esse sumiço. É o ter certeza de que alguém vai estar sempre 100% disponível pra poder ligar na madrugada, abafando soluços e desabafar.
É isso, é a medida, a medida que controla a vida.
Faço o que eu faço, não exijo nada de ninguém, nada, faço minha parte, sendo honesta e sincera como posso, pra construir as relações direitinho, pra não dar maegem a possíveis enganos, e ficar tranquila.
É um pouco chato caber tanta coisa assim dentro de mim. Não sou acostumada com essa maré boa. E não quero que ela passe, e não vai passar. Ando muito bem amparada, :)
muito muito.
É aquelas coisas que tu não tem certeza, mas precisa ouvir pra se fazer compreender, se auto-ajudar. E sacar que a vida até que é um barato mesmo.
Ouvindo Janis, entrando nas letras, e me sentindo a fim de pôr essas coisas pra fora, pra quem sabe transmitir o mesmo a alguém, esse meu entusiasmo todo. Toda essa energia contida.
Não faça como eu faço nem haja como eu, meça aí dentro o nível de intensidade da sua vida e preze as prioridades. Pense antes, pense sempre.
A vida n é construída com arrependimentos e 'e se...'
É o agora, o que rola enquanto você leu isso,
;)
2 comentários:
Gostei desse post, já isso, fui pra POA sem saber que onibus e que trem pegar lá pra chegar na Fiergs, enfim, gostei das dicas no finalzinho, parecem feitas pra mim. ^^
Beijo.
é isso aí.
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